Por que devo monitorar o comportamento do motorista?

Por que devo monitorar o comportamento do motorista?

Uma das grandes pressões vividas pelo gestor de frotas é a pressão para conseguir reduzir os custos operacionais com combustível, manutenção, pneus, etc.

Muitos gestores de frota ficam se perguntando o que podem fazer para melhorar a sua operação, como farão para reduzir esses custos e atingir as metas e a resposta está aqui: melhore o modo de condução dos seus motoristas através de uma política de condução econômica e segura.

O modo de condução do motorista, o seu comportamento no trânsito são fatores que estão diretamente ligados a segurança e ao custo operacional da sua frota.

De acordo com a Petrobras é responsabilidade direta do modo de condução do motorista o custo com pneus, combustível, manutenção, depreciação e indisponibilidade.

Importante ressaltar ainda também que de acordo com a Petrobras esses custos representam 76% do custo operacional da sua frota!! Ou seja, praticamente todo o seu custo operacional depende do modo de condução do seu motorista.

Isso já deveria ser suficiente para você perceber a importância, necessidade e o potencial que monitorar o modo de condução do motorista e avaliar rigorosamente o seu desempenho tem para a sua empresa.

Porém, nesse artigo vamos detalhar ainda mais a importância do monitoramento do modo de condução do motorista, análise de desempenho com criação de ranking e como utilizar essas informações para reduzir custos na sua empresa!

O QUE É A CONDUÇÃO ECONÔMICA

Primeiramente, precisamos esclarecer esse conceito fundamental, que vai guiar todo o processo de educação e melhoria de desempenho dos seus motoristas: a condução ou direção econômica.

De acordo com a Scania a condução econômica “é o ato de conduzir o veículo da maneira mais eficiente de acordo com o trajeto a ser executado”. Ou seja, a condução econômica consiste na correta utilização dos mecanismos do veículo, direção, aceleração, frenagem e transmissão para lidar com as situações que surgem ao longo da rota como subidas, descidas, curvas, retas, paradas e arrancadas.

Desta forma, você é capaz de otimizar a eficiência energética do veículo, reduzindo o consumo de combustível, desgaste mecânico e aumentando a segurança durante a rota.

PROBLEMAS RELACIONADOS AO MODO DE CONDUÇÃO DO MOTORISTA

No início deste artigo falamos que um dos principais problemas relacionados ao modo de condução do motorista estão relacionados aos custos de manutenção, pneus, depreciação, combustível e disponibilidade, que de acordo com a Petrobras representam 76% do custo operacional da frota.

Entretanto, além da questão do custo existe a componente de segurança no problema também. Segundo um estudo conduzido pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação (atual Ministério da Infraestrutura), por exemplo, mais de 50% dos acidentes são causados por imprudência dos motoristas. Além disso, 90% dos acidentes de trânsito são motivados por falhas humanas, conforme análise do Observatório Nacional de Segurança Viária, e que as perdas com acidentes envolvendo caminhões são até 12 vezes mais custosos do que os roubos de carga nas estradas, segundo a Associação de Gestão de Despesas de Veículos (AGEV).

Outros pontos estão relacionados à emissão de gases poluentes, multas e à imagem da empresa.

Qual a imagem que a sua empresa passa para a sociedade com motoristas que andam acima do limite de velocidade, que estão envolvidos em acidentes, fazem ultrapassagens perigosas, curvas fechadas, mudanças de faixa abruptas, entre outras infrações? O motorista é uma interface da empresa com a sociedade, representa ela nas ruas e o seu comportamento representa a cultura da empresa.

Se você quer que a sua empresa seja bem vista, tenha motoristas educados.

Com relação à emissão de poluentes, o modo de condução econômica reduz o consumo de combustível e aumenta a eficiência do veículo, contribuindo para uma redução das emissões no ambiente.

COMO CRIAR UMA CULTURA DE CONDUÇÃO ECONÔMICA

A criação da cultura de condução econômica dentro da sua empresa será um trabalho lento, gradual e constante, que no longo prazo trará excelentes resultados.

O trabalho de criar essa cultura se baseia nos pilares de planejamento (identificação dos padrões de direção de cada motorista), ação (treinamento), monitoramento (avaliação do modo de condução) e controle (novas ações para evitar desvios de comportamento).

É um processo similar a um ciclo PDCA – Plan, Do, Check, Act.

William Deming, famoso estatístico americano, possui uma frase famosa: o que não pode ser medido, não pode ser gerenciado. Como gestor você precisa primeiro garantir que você conhecesse bem o suficiente o seu processo, para a partir daí você ser capaz de intervir nesse processo.

Nesse sentido, o sistema de rastreamento e telemetria veicular é o seu grande aliado tecnológico.

A telemetria veicular é um sistema capaz de coletar dados diversos do veículo, como RPM, velocidade, localização, consumo de combustível e temperatura do motor de maneira remota e enviá-los a uma central para processamento, armazenamento e disponibilização ao gestor de frotas.

A telemetria veicular permite com que esses dados sejam disponibilizados em tempo real para o gestor de frotas. O sistema de telemetria também oferece o rastreamento veicular, ou seja, realiza a medição da posição do veículo remotamente e a disponibiliza para o gestor de frotas em um sistema.

1. Planejamento: Identifique os padrões de direção de cada motorista

O primeiro passo para criar a cultura de condução econômica é a identificação dos padrões de direção de cada motorista. Utilize o sistema de rastreamento veicular e telemetria para registrar todos os dados do veículo e do motorista, gerando relatórios, rankings dos motoristas e registros de infrações.

Com base nisso, você saberá quais são as principais infrações que os seus motoristas cometem e poderá planejar um treinamento para educá-los e reduzir essas infrações.

2. Ação: realize treinamento e reciclagem dos seus motoristas

Uma vez que você identificou quais são as principais infrações e problemas realize um treinamento. Algumas instituições como SEST SENAT possuem diversos cursos muito bons para motoristas e gestores, nas áreas de condução defensiva, mecânica automotiva, direção econômica e muito mais.


3. Monitoramento: Avalie o modo de condução de cada motorista

Agora que os seus motoristas estão bem treinados e já sabem todas as melhores práticas de direção segura e econômica é a hora de garantir que eles irão colocar em prática o que aprenderam.

Esse momento é crítico, pois é aqui que a cultura irá se consolidar dentro da empresa.

Caso você não preste muita atenção, os motoristas irão retornar aos hábitos antigos após um certo período e novamente os seus custos operacionais vão subir.

Então, é fundamental que você continue usando o sistema de rastreamento veicular e telemetria para controlar o padrão de direção. Acompanhe no ranking de motoristas a evolução de cada um, verifique se eles estão retornando a cometer as infrações.

É muito bom premiar os motoristas que mais evoluírem ou os que mantiverem melhor a aplicação prática do treinamento, pois isso irá incentivar a todos a buscar melhorar também.

4. Controle: Identique desvios do comportamento ideal

Caso você perceba que desvios estão ocorrendo e alguns motoristas estão retornando aos hábitos ruins de direção que tinham antes, é hora de agir rápido.

Nesse momento você precisa conversar com o motorista, mostrar para ele os dados e relatórios do sistema de telemetria e rastreamento veicular.

Caso seja necessário submeta ele a um novo treinamento ou reciclagem.

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