Como implementar uma torre de controle logística

Como implementar uma torre de controle logística

O consumidor atual, seja ele pessoa física ou jurídica, tem uma crescente exigência com relação aos prazos de entrega de produtos e serviços.

Serviços como o da Amazon Prime, que em alguns lugares realizam entregas com até 48 horas, Uber e Ifood que dão total transparência no processo, permitindo ao consumidor rastrear e acompanhar em tempo real cada etapa do processo, deixaram os consumidores mais exigentes. Agora que eles experimentaram a qualidade desse tipo de serviço e os benefícios conquistados, querem esse tipo de agilidade e transparência em todo lugar.

Isso representa um grande desafio para a logística e gestão de frotas das empresas, pois há também uma grande pressão pela redução de custos.

Assim, os gestores precisam pensar fora da caixa para buscar novas formas de realizarem entregas e serviços mais rápidos e de maneira mais barata. É preciso buscar alternativas para otimizar cada etapa do processo.

Como chegar a esse nível de qualidade de serviço e eficiência? Através da Torre de Controle Logístico.

Então, se você ainda não sabe o que é a Torre de Controle Logística ou como implementá-la na sua empresa, leia este artigo até o final pois nós iremos te explicar.


O QUE NÃO É UMA TORRE DE CONTROLE DE LOGÍSTICA

Tão importante quanto saber o que é a Torre de Controle Logística é também o que não é uma Torre de Controle Logística.

Vemos no mercado muitas soluções que são apresentadas como uma Torre de Controle Logística, mas que na verdade são apenas uma parte da Torre ou um dos seus pilares. Por isso, para evitar confusões decidi começar este artigo mostrando o que não é a Torre de Controle Logística.

Não é Torre de Controle Logística:

- Usar sistema de gestão de entregas, gestão de fretes, roteirização e rastreamento veicular: Essas ferramentas compreendem a soluções do pilar de visibilidade da Torre, permitindo você planejar previamente o que vai ser feito e acompanhar em tempo real a sua execução. Porém, essas soluções não possuem o pilar da Análise de Dados, para a geração de eventos, auditoria, análise de cenários e replanejamento.

- Ter uma sala com televisões contendo indicadores: Essa é uma solução muito boa também para o pilar de visibilidade da Torre de Controle, pois permite que todos façam um acompanhamento atualizado com base no conceito de gestão à vista.

Tudo isso faz parte da Torre de Controle, porém não são a Torre de Controle.


O QUE É A TORRE DE CONTROLE LOGÍSTICA

A Torre de Controle Logístico é um hub central com tecnologia suficiente para obter, armazenar e processar dados de todos os processos da cadeia de suprimentos para gerar visibilidade para a tomada de decisões de curto e longo prazo que estejam alinhadas com os objetivos estratégicos da empresa.

Desta forma, o gestor da cadeia de suprimentos possui uma visão holística de todos os elementos interconectados, com informações em tempo real que mostram os eventos que estão ocorrendo na cadeia de suprimentos e os seus possíveis impactos na performance logística com o objetivo de identificar desvios e impactos na operação.

No artigo “O que é Torre de Controle Logístico?” nós discutimos em maiores detalhes esse conceito.

BENEFÍCIOS DA TORRE DE CONTROLE LOGÍSTICA

Ao informar em tempo real os principais KPIs associados a operação da empresa e alertas sobre eventos inesperados, a Torre de Gestão Logística permite que ações para soluções dos problemas sejam tomadas de maneira mais ágil com indicação de quem é o responsável pela ação e em quanto tempo ela deve ser realizada.

A torre não é usada somente para dar visibilidade ao processo mas também para a previsão de cenários com base em possíveis eventos fora do planejamento.

Assim os principais benefícios da Torre de Controle Logístico são:

  • Monitoramento em tempo real;
  • Redução dos custos operacionais;
  • Aumento de produtividade;
  • Maior agilidade e eficiência em tomada de decisões;
  • Otimização e melhoria contínua de processos;
  • Decisões baseadas em dados;

COMO IMPLEMENTAR A TORRE DE CONTROLE LOGÍSTICA

No área específica de transportes, a Torre de Gestão Logística trabalha com alguns grupos:

  • Otimização de rotas: Definição das melhores rotas para a distribuição dos produtos, pessoas ou visita à clientes.
  • Monitoramento dos veículos: Rastreamento dos veículos para obter dados em tempo real da posição do veículo e status da operação;
  • Gestão de eventos: Emissão de alertas e notificações sobre acontecimentos fora do planejado durante o transporte;
  • Auditoria: Fechamento do serviço, verificação da cobrança realizada e diário de bordo do motorista;
  • Controle: Análise dos indicadores de produtividade da frota e do motorista para uma melhor visibilidade do processo.

Num primeiro momento é importante realizar uma análise do estado atual da logística da empresa, mapeando os processos, a operação e como a empresa está realizando suas atividades em cada um desses grupos.

Após essa avaliação e diagnóstico inicial da logística e gestão da empresa, é feito um planejamento de onde se desejar chegar, como se deseja que os processos fiquem organizados, quais processos precisam ser eliminados e quais adicionados.

Posteriormente é dado início à implementação da Torre de Controle Logística de fato, dividindo esse processo em três etapas:


Primeira Fase – Gerando Visibilidade

Na primeira fase o foco básico é gerar transparência e visibilidade dos processos através de ferramentas que permitam a coleta de dados.

No caso do setor de transportes e logística, na primeira fase você pode coletar informações sobre a rota, o veículo, o motorista, a carga transportada e os custos operacionais.

Outros sistemas como ERPs, sistemas TMS, WMS ou sistemas de gestão de entregas poderão ser utilizados nesta fase de implementação da Torre de Controle por que também geram dados a respeito da operação.


Segunda Fase – Acompanhando Indicadores

A segunda fase de implantação de uma torre de controle logístico se baseia no acompanhamento do status da operação em cada etapa do processo, analisando falhas através de alertas e eventos. Relatórios e indicadores operacionais são essenciais nesta fase para permitirem uma ação pro ativa.

Em conjunto com os principais indicadores operacionais devem ser definidos também limites para esses indicadores e também planos de ação que devem ser colocados em prática caso esses limites sejam ultrapassados.

Terceira Fase – Prevendo e Resolvendo Problemas

A terceira fase se baseia em uso de algoritmos e técnicas de análise de dados para prever potenciais problemas com base nos indicadores operacionais citados anteriormente e gerar alarmes para a tomada de ações proativas por parte do gestor.

Nessa fase também, as ferramentas de análise de dados podem ser usadas para analisar cenários, testar resultados de possíveis ações e assim ser mais assertivo nas decisões.

Posteriormente, uma vez que as ações foram tomadas, o gestor irá fazer o acompanhamento da aplicação do plano de ação e dos resultados obtidos.

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