Usando dados para melhorar a segurança dos motoristas

Sabia que os benefícios de se criar uma cultura de segurança na frota vão muito além da redução de acidentes? Confira aqui!
10/06/2021
8 min de leitura

As empresas tem, como nunca tiveram antes, um fluxo imenso de dados que elas podem utilizar para fazer a sua frota mais segura.

Porém, captar dados é apenas o primeiro passo para isso, uma vez que, se o gestor não age diante do que os dados estão evidenciando para ele as melhorias de segurança ficam esquecidas na gaveta e a empresa se deixa aberta para riscos.

A segurança é uma das partes mais críticas e uma das maiores preocupações do gestor de frotas, que está sempre buscando reduzir multas e acidentes. Entretanto, os benefícios de se criar uma cultura de segurança na frota vão muito além da redução de acidentes.

A evolução dos dados de segurança dos motoristas

Segurança sempre foi um dos grandes assuntos na gestão de frotas.

Porém, antigamente as organizações não possuiam as ferramentas e dados necessários para uma gestão segura e eficiente. Algumas empresas mais organizadas tinham alguns dados em planilhas como número de multas, acidentes, frequência, grau de severidade e custos, porém tudo ainda muito manual, difícil de ser devidamente analisado.

Essa forma de trabalho dificultava a vida do gestor, que não conseguia ter informações claras para a sua tomada de decisão, fazendo avaliações mais superficiais, principalmente com base na sua experiência e no contato diário com os motoristas.

Os gestores ainda eram muito reativos e poucos proativos. Assim, as organizações estavam sempre muito sujeitas a riscos, índices altos de acidentes, custos e mortes.

Todavia, nos últimos anos temos visto a indústria da gestão de frotas trazer grande foco para a área de segurança, com ferramentas atualizadas de telemetria, câmeras e outras tecnologias embarcadas no veículo. Tudo isso vem se transformando em padrões da indústria automotiva, contribuindo para um trânsito mais seguro.

Buscando reduzir a severidade e frequência dos acidentes, programas de treinamento de motoristas tem sido desenvolvidos, legislações aplicadas e boas práticas desenvolvidas (como por exemplo checklist diário de saída e entrada, uso mais intenso de manutenções preventivas e sistemas de telemetria para controle do modo de condução do motorista).

Custos da falta de segurança e controle do modo de condução do motorista

A falta de segurança e controle sobre o modo de condução dos motoristas pode resultar em custos elevados para a empresa. Esses custos vão além das despesas imediatas com reparos e manutenção dos veículos danificados.

Afinal, acidentes podem levar a despesas legais, aumentos nas taxas de seguro e perda de produtividade devido a veículos fora de operação. Outro fator ainda é a reputação da empresa que pode ser seriamente prejudicada, afetando a confiança dos clientes e a motivação dos funcionários.

De acordo com o relatório “Cost of Motor Vehicle Crashes to Employers – 2019” da Network of Employers for Traffic Safety sobre acidentes nos Estados Unidos indicam que:

  • U$ 5.500,00 é o custo médio do acidente com danos ao veículo;
  • U$ 75.000,00 é o custo médio do acidente quando há danos não fatais ao motorista;
  • U$ 751.000,00 é o custo médio do acidente quando há fatalidade.

Por outro lado, o mesmo relatório ainda traz que o modo de condução do motorista tem efeito direto sobre os custos de acidentes:

  • U$ 9,8 bilhões é o custo provocado por excessos de velocidade;
  • U$ 18,8 bilhões é o custo provocado por distração no trânsito;
  • US 8 bilhões é o custo provocado por dirigir e beber;
  • U$ 7,4 bilhões é o custo provocado por dirigir sem cinto de segurança.

Por isso, investir em sistemas que monitoram e controlam o modo de condução é crucial para reduzir esses custos.

Por que a segurança dos motoristas é uma métrica-chave para frotas?

A segurança dos motoristas deve ser uma prioridade para a gestão de frotas devido aos múltiplos benefícios que proporciona:

Redução do número de acidentes

A implementação de tecnologias e práticas de segurança pode diminuir o número de acidentes.

Por exemplo, dados coletados por sistemas de telemetria e videotelemetria ajudam a identificar comportamentos de risco. O que permitem, assim, intervenções preventivas.

Onde, os motoristas conscientes de que estão sendo monitorados tendem a adotar práticas de condução mais seguras, resultando em menos acidentes e incidentes nas estradas.

Redução dos gastos com reparos ou manutenções

Com a diminuição dos acidentes e das práticas de condução agressivas, os veículos da frota sofrem menos danos e desgastes.

Assim, a frota tem uma redução na necessidade de reparos frequentes, prolonga a vida útil dos veículos e traz uma economia em manutenção.

Além disso, um histórico de segurança pode resultar em prêmios de seguro mais baixos, o que reduz ainda mais os custos operacionais.

Alinhamento da imagem da marca à segurança

Empresas que demonstram um compromisso sério com a segurança ganham uma reputação positiva no mercado.

Pois, clientes e parceiros de negócios valorizam empresas que priorizam a segurança de seus motoristas e das cargas transportadas. Ainda vale ressaltar que essa atitude contribui para atrair novos negócios que valorizam práticas seguras e responsáveis.

Dados para o controle de segurança da frota

O monitoramento de frota, câmeras de fadiga e monitoramento da pista e uso de tecnologias de telemetria para controle do modo de condução do motorista em tempo real tem facilitado significativamente o trabalho dos gestores de frota. Confira alguns dos principais pontos:

Sistema de telemetria

Sistemas de telemetria controlam diversos parâmetros do modo de condução do motorista, com acelerações, curvas e frenagens bruscas, excessos de velocidade, RPM, temperatura do motor, permitindo com o que o gestor de frotas receba alertas em tempo real sobre comportamentos de risco com potencial causa de acidente.

Esses dados permitem identificar padrões de risco e implementar ações corretivas, como treinamentos direcionados e ajustes nas políticas de condução.

Sistema de videotelemetria

Além disso, o uso de câmeras de fadiga, monitoramento de pista e cabine, como videotelemetria, permitem ao gestor avaliar se o motorista está apresentando sinais de cansaço, se ele realizou uma ultrapassagem indevida, se aproximou perigosamente do carro da frente ou se ele se distraiu olhando para o lado e para o celular.

Todas essas informações podem acionar alertas que são enviados automaticamente para a equipe de monitoramento e gestão para que eles possam saber exatamente o que está acontecendo, prever um comportamento de risco com potencial causa de acidente.

Esses dados podem então ser usados para educar os motoristas no modo de condução segura e econômica ou até mesmo para fazer contato com ele naquele exato momento e indicar a necessidade de parar para descansar.

Assim, o gestor pode agir de maneira mais imediata e muitas vezes evitar um possível acidente mais grave, se tornando mais proativo e menos reativo.

Alertas automáticos

Sistemas de monitoramento avançados podem gerar alertas automáticos em tempo real para diversos eventos de risco, como excesso de velocidade, frenagens bruscas ou desvios de rota.

Esses alertas ajudam a corrigir comportamentos inseguros antes que resultem em acidentes.

Além disso, os sistemas de gestão de frotas podem realizar o tratamento dos dados para criar um ranking dos motoristas, escore de risco, perfil de risco , indicando os melhores motoristas que devem ser tidos como referência e indicando também aqueles que precisam de treinamento e reciclagem.

Assim, o gestor passa a ter uma visão completa, clara e holística do comportamento dos seus motoristas. Com dados que embasam as suas análises e também saberá exatamente em cada motorista quais são os comportamentos de risco que ele está apresentando e que precisam de melhoria, apontando especificamente os pontos de atenção.

Como transformar os dados em acionáveis

Claro que é importante que os dados disponíveis sejam acionáveis, ou seja, que permitam ao gestor tomar alguma atitude prática para melhoria diante daquela situação.

Um sistema de telemetria veicular, câmeras e monitoramento produzem um volume de dados imenso que podem mais atrapalhar do que ajudar caso o gestor não tenha as ferramentas disponíveis para fazer o tratamento desses dados e visualizá-los da maneira correta.

Para tornar os dados acionáveis é preciso três passos básicos: automatizar, normalizar e agregar.

1. Automatizar a coleta de dados

Os gestores de frota possuem dados de diversas fontes, áreas e assuntos. É preciso consumir dados de manutenção, telemetria, combustível, jornada do motorista e muito mais para se criar uma visão holística da sua frota.

Com a automação da coleta de dados é possível obter facilmente dados de diversas origens distintas de maneira rápida e claro, quanto maior e mais variada for a fonte de dados mais completa será a sua visão da frota. Para se ter uma visão 360 completa é preciso ter dados do maior número de fontes possível.

2. Normalização de dados

A normalização dos dados é um processo fundamental para que os dados fiquem “limpos” e sejam similares.

Esse ponto permite com que os dados tenham maior coesão entre si e possam ser comparados, segmentados e tratados com maior clareza.

A normalização dos dados permite também com que você adicione mais contexto a situação e avalie não apenas números brutos mas relativos por exemplo à quilometragem percorrida ou tempo em rota.

3. Agregação de dados

Cada parte dos dados do quebra-cabeça que compõem a frota são obtidos de uma fonte diferente, sejam dados históricos ou sejam dados em tempo real. Cada área da gestão de frotas tem os seus próprios sistemas para a captura daquela informação.

Para se ter uma visão holística completa o último passo é agregar a informação em um único sistema central ou plataforma.

Quando dados de diversas fontes são cruzados, é possível ter uma análise de causa e consequência, analisar causa raiz e entender melhor o por que de cada uma daquelas situações estarem ocorrendo.

A partir disso o gestor poderá elaborar os seus planos de ação, tornando então os dados acionáveis, para a redução de custos e riscos.

Dados acionáveis

Com as métricas em mãos, você pode aplicar os dados nas estratégias da sua frota. Além de melhorar a utilização dos veículos, pode ter um time de motoristas mais engajados e redução de custos. Confira mais nos tópicos abaixo.

1. Benchmark

A famosa frase de William Deming “O que não é medido, não é gerenciado” é bastante relevante nesse contexto. Porém, é importante adicionar uma segunda parte a ela por que acredito que apenas medir não é suficiente.

Além de medir, para gerenciar é preciso visualizar os dados de maneira significativa, contextualizados e referenciados para a análise de performance para que então você possa gerenciá-lo.

Perguntas como: “Estou indo bem ou estou indo mal nesse cenário?”, “O que preciso melhorar?”, “O que estou fazendo bem?” só podem ser respondidas se houverem um referencial para a comparação.

Por exemplo, se você tem um dados de 1,5 eventos de risco por 100 km. Como saber se para a sua operação, carga transportada, rodovia viajada e modelo de veículo, é um bom indicador?

Uma das formas de adicionar contexto e valor aos dados é através da ferramenta de benchmark.

Para avaliar a performance corretamente é preciso ter um benchmark dos parâmetros e indicadores de referência da sua indústria. Você pode utilizar como referência também as suas próprias metas organizacionais, comparações internas com outros setores, filiais ou mesmo separando por exemplo um grupo do top 5% de motoristas.

2. Escore do motorista / Ranking do Motorista

O escore do motorista combina o agregado dos dados com padrões de segurança e eficiência do motorista para poder avaliar a performance dos motoristas e comparar uns com os outros dentro da organização.

Motoristas com comportamento de risco podem ser indicados para treinamento enquanto aqueles com melhor comportamento podem ser premiados.

Com isso o gestor pode tomar atitudes imediatas e sabe exatamente quais são os pontos de melhoria em cada motorista que ele deve focar.

3. Análises preditivas

A análise preditiva irá utilizar dados históricos da frota de veículos e dos motoristas para prever comportamentos e situações futuras.

No que diz respeito a segurança comportamentos básicos de risco podem ser identificados e trabalhados antes que se transformem em um acidente grave. Como por exemplo, a identificação em câmera de um bocejo do motorista, indicando que ele está cansado e precisa de uma pausa, antes que provoque um acidente.

A análise preditiva é uma das grandes responsáveis por fazer os gestores deixarem de serem reativos e se tornarem proativos.

Conclusão

No cenário atual o uso de dados para a melhoria de segurança e eficiência da frota não é mais uma opção mas sim uma obrigação, uma necessidade.

Utilizando as ferramentas corretas para captar dados, automatizando essa captura, agregação e análise o gestor possui em suas mãos tudo o que ele precisa para que nunca mais um acidente ocorra em sua frota.

Um parceiro estratégico que agregue, analise e apresente em relatório os dados é a solução ideal para a sua frota.

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Homem no celular

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