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Controlar custos sem derrubar a qualidade da operação logística é o maior desafio de qualquer gestor de frota. Afinal, o mercado exige eficiência, pontualidade e segurança — mas os preços de combustível, manutenção e mão de obra continuam subindo. A pergunta é inevitável: como reduzir gastos sem prejudicar a performance?

A resposta não está em cortes aleatórios, mas em inteligência operacional, diferenciação entre desperdício e investimento, e uso de dados para tomar decisões estratégicas. Neste artigo, você vai entender como alcançar esse equilíbrio e transformar sua frota em uma operação mais enxuta, eficiente e competitiva.

O que realmente encarece uma frota?

Antes de cortar gastos, é preciso entender o que realmente pesa no orçamento. Segundo a NTC&Logística, os três maiores custos operacionais de uma frota são:

  • Combustível — 35% a 40%;
  • Manutenção — 15% a 20%;
  • Pneus — 12% a 18%.

O restante está distribuído entre mão de obra, documentação, pedágios, rastreamento, seguros e depreciação.

Mas o ponto mais importante é: nem todo gasto alto é desperdício. Afinal, existem custos essenciais que garantem segurança e performance — e existem custos ocultos que drenam dinheiro sem entrega de valor.

Leia também: Checklist digital

Desperdício x Essencial: como diferenciar?

Uma gestão inteligente começa com a separação entre custos que geram valor e custos que geram perdas.

O que é desperdício na operação de frotas?

Desperdício é qualquer gasto que:

  • Não melhora o serviço;
  • Não aumenta a segurança;
  • Não reduz riscos;
  • Não eleva a produtividade;
  • Não contribui para a vida útil da frota.

Alguns exemplos:

  • Motor ligado em marcha lenta por longos períodos;
  • Condução agressiva (acelerações e frenagens bruscas);
  • Trocas de peças antes da vida útil recomendada;
  • Pneus com calibragem incorreta;
  • Rotas mal planejadas que aumentam o consumo;
  • Manutenção corretiva causada pela falta de preventiva;
  • Compras sem análise comparativa de fornecedores.

Esses são custos que reduzem eficiência e corroem o caixa.

O que é essencial na frota?

Custos essenciais são aqueles que protegem a operação e evitam gastos maiores no futuro. Exemplos:

  • Manutenção preventiva regular;
  • Treinamento de motoristas;
  • Programas de direção econômica;
  • Sistema de telemetria;
  • Pneus de qualidade e calibragem adequada;
  • Lavagem e conservação (que prolonga a vida útil);
  • Rotinas de checklist diário.

Esses investimentos diminuem risco, reduzem consumo, evitam quebras e garantem entregas no prazo.

5 estratégias práticas para cortar gastos sem afetar a qualidade logística

A seguir, veja como equilibrar custos e performance de forma sustentável:

Reduza o consumo de combustível com telemetria e direção econômica

Ao menos 40% dos desperdícios de combustível podem ser evitados com:

  • Controle de marcha lenta;
  • Ajuste de rotações;
  • Manutenção do sistema de injeção;
  • Treinamento de motoristas;
  • Monitoramento por telemetria.

Empresas que adotam telemetria registram até 15% de redução no consumo, segundo estudo da Frost & Sullivan (fonte: https://www.frost.com/). Além disso, a análise de dados permite identificar motoristas com hábitos de condução caros e propor treinamentos específicos.

Diminua a manutenção corretiva — antes que ela destrua seu orçamento

Cada R$ 1 investido em manutenção preventiva evita até R$ 4 em manutenção corretiva, segundo a SAE International.

As ações mais eficazes incluem:

  • Checklists diários obrigatórios;
  • Monitoramento de temperatura, pressão e rotação;
  • Troca de óleo baseada em análise e não apenas em quilometragem;
  • Calendário digital de manutenção.

Frotas que adotam inspeções sistemáticas conseguem reduzir quebras em até 40%.

Otimize rotas e elimine quilômetros desnecessários

Caminhão rodando sem necessidade = dinheiro queimando. Um bom sistema de roteirização e monitoramento reduz:

  • Quilometragem extra
  • Tempo ocioso
  • Paradas não programadas
  • Desvios de rota
  • Atrasos e retrabalhos

Estudo da Trimble Transportation mostra que a otimização de rotas reduz entre 8% e 12% dos custos totais de transporte (fonte: https://transportation.trimble.com/).

Além de reduzir combustível, rotas inteligentes aumentam a produtividade da entrega.

Atue na gestão de pneus — um dos maiores custos da operação

Pneus mal calibrados aumentam o consumo de combustível em até 6%, segundo a Bridgestone. Além disso:

  • Falta de rodízio reduz a vida útil;
  • Excesso de carga causa desgaste prematuro;
  • Direção agressiva diminui o rendimento funcional.

O ideal é:

  • Implementar controle de pressão por sensor (TPMS);
  • Registrar KM de cada pneu;
  • Aplicar rodízio programado;
  • Usar recapagem quando possível;
  • Acompanhar temperatura e desgaste pela telemetria.

Digitalize processos para eliminar retrabalhos e perdas invisíveis

Planilhas manuais geram erros e aumentam custos operacionais. Isso porque digitalizar processos ajuda a economizar com:

  • Controle de abastecimento;
  • Ordens de serviço;
  • Checklists automatizados;
  • Registro de avarias;
  • Rastreamento de documentos;
  • Indicadores de desempenho.

Empresas que digitalizam suas rotinas reduzem em até 30% o tempo operacional e aumentam a precisão dos dados (fonte: McKinsey — https://www.mckinsey.com/).

Como saber se os cortes estão funcionando?

Não existe gestão eficiente sem indicadores. Por isso, monitore semanalmente:

  • Consumo médio (km/l) da frota;
  • Custo por km rodado;
  • Tempo de parada;
  • Incidência de quebras;
  • Vida útil dos pneus;
  • Ocorrências por motorista;
  • Desvio de rota;
  • Custo total por viagem.

Esses números deixam claro o que está funcionando — e o que precisa ser ajustado.

Conclusão: cortar custos não é cortar qualidade — é cortar desperdício

O segredo para reduzir gastos sem comprometer a qualidade logística é simples:

  • Cortar desperdício;
  • Preservar o essencial;
  • Investir no que reduz custos a longo prazo.

Com o apoio da telemetria, da digitalização, de processos padronizados e de análises constantes, qualquer empresa pode transformar sua frota em uma operação mais econômica, segura e previsível.

Lembre-se: o equilíbrio entre custo e performance não é um desafio — é uma estratégia.

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      Tiago Moura

      Profissional com sólida experiência em gestão de frotas, atualmente atuando como Supervisor de Frota em uma empresa de transporte e cabotagem. Ao longo da carreira, desempenhei também a função de Analista de Transporte, sempre com foco em operações com frota própria. Atuei em duas multinacionais e em duas empresas de grande porte nacionais, acumulando conhecimento prático em controle operacional, manutenção, roteirização e indicadores de performance. Formado em Gestão Financeira e com pós-graduação em Logística e Transporte, possui perfil analítico, orientado à eficiência, otimização de processos logísticos e tomada de decisão com base em dados.

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